Alfort Petroleum prepara proposta de perfuração para o Bloco KON 8, Onshore Angola

A empresa angolana independente Alfort Petroleum anunciou que está a preparar uma proposta de perfuração para o Bloco KON 8, com execução prevista para o segundo trimestre de 2026. A proposta será submetida à concessionária nacional, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), e aos parceiros da joint venture para aprovação.

O anúncio foi feito por Gianni G. Martins, Director-Geral da Alfort Petroleum, durante o primeiro dia da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas 2025, que decorre em Luanda.

A Alfort Petroleum, operadora do bloco terrestre, concluiu recentemente a aquisição de dados sísmicos e encontra-se a avançar com os planos para a sua primeira perfuração exploratória. A proposta irá detalhar elementos-chave como o objectivo do poço, localização, desenho e cronograma, sustentados por estudos geológicos e geofísicos baseados nos dados sísmicos recolhidos.

“A Bacia do Kwanza é uma das principais bacias de Angola, onde ainda há muito por fazer, pois a maioria das companhias internacionais tem-se concentrado no offshore”, explicou Martins.
“Aproveitámos os dados sísmicos regionais disponíveis e estamos a identificar aspectos que o operador anterior não conseguiu ver. É por isso que existe tanto entusiasmo neste momento.”

De acordo com as normas da indústria, o documento incluirá detalhes de engenharia e desenho do poço, como trajectória, revestimento e cimentação, fluidos de perfuração e planos de conclusão. A proposta também apresentará estimativas de custos, análises económicas e cronograma do projecto.

A Alfort Petroleum deverá ainda destacar a sua estratégia de saúde, segurança e ambiente (HSE), com avaliações de risco e medidas de mitigação alinhadas com padrões internacionais, assegurando igualmente o cumprimento das regulamentações angolanas e dos requisitos da ANPG.

A proposta do Bloco KON 8 representa um marco estratégico no desenvolvimento da Alfort Petroleum, reforçando o objectivo de Angola em expandir a exploração e produção onshore no país.

Fonte: Energy Capital Power

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